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De comboio, para o amor

Joana preparava-se para a segunda viagem de comboio da semana. Desde há quatro meses que era assim. Dividia-se entre Lisboa e Porto. O trabalho assim exigia. Não gostava de conduzir sozinha, em distâncias tão grandes. Melhor de comboio.

Desde miúda que gostava de comboios. E estações de comboios. Ficava fascinada  todas as vezes que entrava na Estação de Santa Apolónia. Os grandes relógios, o cheiro a castanha assada no inverno, os sons das conversas cruzadas, os passos apressados, as malas de viagem, a voz que anunciava a chegada e partida dos comboios. A aventura. Ela também iria um dia numa grande aventura de comboio.

Na verdade, isto era a sua pequena aventura. Duas vezes por semana, enfrentar duas horas e 44 minutos de comboio , não lhe agradou nada. Mas ou era isso ou ir de carro sozinha. E esta opção estava fora de questão.

As primeiras vezes foram estranhas, um pouco assustadoras. Cheia de livros e revistas. Snacks. Águas e sumos. Conforme o tempo foi passando, adaptou-se  e percebeu que o Porto não é assim tão longe. Um livro ou uma revista. Qualquer coisa para comer. Chegava.

O som da partida do comboio. O apito continuava a ressoar no peito e dava um frio de emoção na barriga. Sentou-se à janela. Encostou a cabeça e fechou os olhos. Vinte e cinco anos e a maior aventura da sua vida era a viagem Lisboa – Porto e vice-versa, de comboio. Não era muito sociável. Tinha poucos mas fieis amigos. Sem paixões grandes, apenas casos banais que acabavam tão ou mais depressa do que começavam. Muitas vezes se perguntava se nãos  seria demasiado exigente! Ou não havia homens interessantes no mundo, só nos filmes!

Acordou das divagações com uma voz sumida que foi ficando mais forte.

-Bom dia… O seu livro caiu…

Um homem que aparentava ter 30 e muitos anos segurava no livro com ar atrapalhado.

Agradeceu, atrapalhada também. O homem sentou-se ao seu lado. A conversa começou acerca do livro. Que coincidência, estavam os dois no mesmo capítulo do mesmo livro. Mas como é que é possível? É incrível! Falaram da autora, dos personagens, trocaram ideias, discutiram o caminho que o enredo estava a seguir.

O tempo passava e o diálogo aprofundava-se, partilhas de episódios da vida, desabafos sobre problemas que viviam, confissões sobre sonhos nunca realizados. Joana sentia-se exuberante, feliz, viva. Os olhos dele e os dela trocavam olhares que continham inúmeras palavras que a boca não conseguia proferir. As suas vozes, num dueto perfeito, complementavam-se enquanto aliviavam as suas almas de sentimentos há tanto aprisionados.

O comboio embalava-os numa doce evasão do mundo.  Naquelas duas horas e quarenta e quatro minutos Joana percebeu que tudo fazia mais sentido quando dito em voz alta, para alguém que verdadeiramente nos ouve. E isso ela nunca tinha recebido de nenhum homem. A certeza de ser escutada, de que cada palavra que dizia era importante. E essa certeza fê-la querer que o Porto fosse mais longe, que o comboio andasse mais devagar, que aquela viagem fosse eterna.

O comboio parou. Todos os ruídos, até ali imperceptíveis para ela, subitamente lhe pareciam com um volume elevadíssimo. Não queria. Não queria levantar-se, pegar na mala, continuar com a sua vida. Sentia-se a sufocar, as lágrimas presas a quererem saltar, a dor no peito que teimava em não a deixar pensar. O que fazia agora? Como se iam despedir? Como lhe podia dizer que naquelas duas horas e quarenta e quatro minutos se revelara a ele, como nunca tivera vontade de fazer. Que aquela viagem tinha despertado uma Joana que ela não tinha a noção que existia . Que queria olhar aquele olhar castanho e doce para sempre. Que a sua vontade era deixar-se guiar pelo coração.

E o seu coração queria mais. Levantaram-se, saíram do comboio. Ele segurou-lhe a mão para a ajudar a descer. E o coração teve a certeza de que o corpo era pequeno para o albergar.

Despediram-se sem falar, tudo o que queriam dizer contido no olhar. Joana começou a andar, perdida por ter encontrado o que já tinha deixado de procurar. E deixá-lo ir assim…

Joana! Ouvir o seu nome assim, gritado na estação da Campanhã, fê-la estremecer. Voltou-se, com as pernas a tremer.

Diogo, passos largos e firmes, dirigia-se a ela. Pegou-lhe na mão.

– Joana, há um restaurante na Foz que tens que conhecer. Sei que vais gostar!

Pegaram nas malas e saíram de mão dada para o Largo da estação. Lá fora, esperava-os o resto da vida!

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Sorrio, porque te amo!

Ontem estava a dar o beijinho de boa noite à minha filha. Temos um ritual, a essa hora. Uma lengalenga que fomos construindo ao longo dos anos e que antecede a hora de ela ir dormir. A primeira a falar fui eu. Depois ela. E fechou os olhos enquanto falava. Eu, sorria embevecida, a pensar como estava mais crescida, de dia para dia.

Quando abriu os olhos, ficou muito séria, a olhar-me profundamente nos olhos.

-Mammy, tu amas-me mesmo! Eu fingi que fechava os olhos para ver se fazias uma cara de enjoada a ouvir-me. Mas tu estiveste sempre a sorrir… com cara de quem me ama mesmo muito!

Pois, filha, mesmo quando fechas os olhos eu continuo a sorrir. E mesmo quando não estás, sorrio quando penso em ti. Quando encontro umas meias esquecidas no chão ou o lavatório mal limpo, ainda com pasta de dentes. Continuo a sorrir quando encontro o bilhetinho que me deixaste na sala, e quando olho para os mil desenhos que fazes para me oferecer. Quando te ouço cantar, sorrio. E quando partilhas comigo os momento do teu dia, sorrio também.

Sorrio de todas as vezes que dizes que me amas.

Tu tens essa capacidade extraordinária. De me fazer sorrir. Sempre.

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Quando cresceres, filha, quero que sejas feliz!

-Mammy, quando eu crescer, o que queres que eu seja?

-Quando cresceres, filha, quero que sejas feliz!

Quero que guardes dentro de ti um pouco (ou muito) da criança que já queres deixar escapar e que vejas a vida com leveza.

Que mantenhas a capacidade de te deslumbrares com o nascer do sol e continues a acreditar no poder da oração com que celebramos, diariamente, esse momento.

Quero que sejas feliz, filha. Que confies no poder da tua imaginação e trabalhes para realizar todos os teus desejos. Que te mantenhas perseverante  contra qualquer adversidade. Que confies em ti e na tua intuição. Que te lembres sempre que tens toda a força do mundo dentro de ti.

Quero que  vivas sempre para criar e nunca destruir. Que de todas as batalhas que, inevitavelmente, irás travar, saias vitoriosa e certa de que com Amor tudo se resolve.

Quero que sejas feliz, filha. Que te encantes com os arco-íris e com as noite de céu estrelado. Com as manhãs frias e as  gotas de orvalho nas folhinhas por onde passas. Com os fins de tarde de verão e a brisa no rosto. Com o cheiro a maresia. Com a lua cheia. Quero que te maravilhes com o voo dos pássaros e continues a desejar ter asas. E que as tenhas, filha.

Desejo que enchas salas de espectáculo e maravilhes todos com o teu dom. Que acredites no poder gigante da tua voz e nunca te envergonhes por seres quem és. Tu és assim. E és deslumbrante. Solta a tua voz até se ouvir no espaço! E orgulha-te disso!

Quero que sejas feliz, filha. Que percas o medo de errar, porque com os erros também crescemos e errar não significa falhar, é mais um passo à frente no caminho que percorremos, é uma possibilidade para aprender. Quero que aprendas tudo o que possas, que fiques a transbordar de conhecimento de todos os assuntos que te interessem.

Desejo que ames, filha. E que sejas amada. E que só tenhas paixões que te ajudem a crescer, não daquelas que magoam e nos derrubam. Mas se isso acontecer, quero que rapidamente te levantes e sejas sempre fiel a tudo aquilo em que acreditas e sabes ser melhor para ti.

Desejo que possas saborear todos os bons sabores que há no mundo, que possas cheirar todos os cheiros que irão deixar boas memórias, ouvir (e criar!) os mais belos sons de sempre, que possas sempre sentir as mãos carinhosas de quem te ama.

Quero que acredites, sempre, que tenhas fé. Tudo o que precisares, procura primeiro dentro de ti. Tens em ti todas as respostas. Quero que aprendas a ouvir-te.

Desejo que dês sempre o melhor de ti.

Quero que sejas feliz, filha. Tu és única. Especial. Porque és tu. Perfeita como és.

E eu serei eternamente grata por seres uma parte de mim.

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(Des)Encontro

Ela era aquela por quem o coração dele acelerava.

Ele era aquele que ela achava com ar de presunçoso. Ela era aquela por quem ele esperava, todos os dias, na esquina a seguir ao café. Acendia um cigarro, aguardava, só para a ver passar. O passo apressado e leve, como que a flutuar. Parece um anjo, pensava ele, quando o seu olhar por fim a vislumbrava ao fundo da rua.

Ela era aquela que o via todos os dias. Gravata berrante, sapatinho excêntrico. Mas que (mau) gosto, julgava-o. Nunca olhava para ele, mentia ela a si própria.

Ela era aquela com quem ele sonhava, todas as noites. E de dia, sonhava com a  noite para poder sonhar com ela.

Ele era aquele de quem ela nem o nome sabia, mas sabia que todos os dias à mesma hora ele lá estaria, na esquina a seguir ao café. O que faria sempre ali, perguntava-se.

Ele… era aquele que uma manhã não estava lá.

Ela… reparou. Algo singular, parecia outra rua! Que sensação inexplicável e absurda de vazio ela sentiu ao perceber que ele não estava lá.

Ao final da manhã, entre o trabalho e um café e um pastel de nata, pensou nele. Porque será que não estava lá esta manhã? Estaria bem? Estaria doente? Será que se atrasou? Ou talvez tenha ido mais cedo para o trabalho! Que parvoíce! Mas eu estou parva ou quê? Condenava-se ela. O que me interessa? Nem sei quem é, nem o nome dele eu sei!

Ela era aquela que todas as manhãs saía de casa e o coração disparava antes de chegar à esquina a seguir ao café.

Ele era aquele que nunca mais apareceu.

Ela passava os dias a pensar nele. Onde será que mora? Como se chama? Por onde andará? Será que se saísse um pouco mais cedo de casa o voltaria a encontrar? Ou um pouco mais tarde? Será que se mudou? Mas nem sabia se alguma vez tinha morado ali no bairro…

Ela era aquela que percebeu que a presença dele a fascinava, que o olhar dele nela todas as manhãs a queimava, que as manhãs sem o ver tornavam todos os dias banais.

Ela era aquela que percebeu que todos os dias, ao sair de casa, já tentava adivinhar a gravata que ele traria, que sapatos, o fato preto ou a aquele da risquinha cinza?

Percebeu que era ela, todos dias, que primeiro para ele olhava, esperando o seu olhar apaixonado para virar a cabeça e olhar para o telemóvel, para disfarçar.

Ela era aquela que agora esperava. Esperava o quê?

Ele saiu de casa e entrou no café. A manhã estava fria. Sentado junto à montra viu-a passar. Com o casaco comprido preto que lhe assentava tão bem… já não esperava por ela lá fora. A dor de ela não reparar nele tinha começado fininha e quase imperceptível, mas foi aumentando até se tornar insuportável. Ele nunca se apaixonara assim… Nem tolerava estar assim, num desassossego que lhe alvoraçava os dias. Basta, disse uma manhã, ao acordar. Nem o nome dela sabia. Agora via-a ao longe. Fugia daquele olhar que ele tanto ansiava e que tanto o havia ferido não receber.

Ela saiu do trabalho mais cedo. Estava um fim de tarde frio, ainda com sol num céu azul outonal. Sentou-se numa esplanada, descansava os olhos no rio que brilhava do outro lado da rua e esperava o galão arrefecer.

Ele estava a vê-la. Duas mesas atrás, sentado com um café na mesa, o cigarro disfarçando a inquietação. O coração quase a irromper pelos botões da camisa.

Ela sentiu. Sentiu-o. Aquele olhar. Virou-se para trás…

Ele sorriu.

Ela sorriu-lhe de volta. Pegou no galão e sentou-se à mesa com ele.

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Ter um amigo é ter o Sol no coração

 Contava-me a minha filha há dias a conversa de duas amigas, adolescentes,  que falavam sobre uma terceira. Elas eram tão amigas da outra que a proibiram de falar com uma amiga de infância, porque tinham ciúmes. E também a proibiram de falar com uma nova colega de turma. Porque agora anda sempre cheia de sorrisos para ela. Fiquei chocada, perplexa. Mas o que é isto? Amizade não é com certeza.  Maldade, insegurança, falta de auto-estima, inveja, prepotência.

 A amizade é tudo de bonito.

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 Amigo é aquele que apoia, não critica, ou quando o faz é construtivamente, nunca para desmoralizar. Só para ajudar a crescer. Amigo dá o ombro onde choramos a nossa dor, mas dá também o abraço nas alegrias.

 Amigo é ser livre… Que mais é ser livre senão ter uma porta aberta para sair e voltar sempre que queremos? Nem fechamos a porta aos amigos. Deixamos encostada…

 Amigo  respeita a individualidade e percebe que na diferença também reside a beleza e assim podemos alargar os nossos horizontes, aprender com diferentes  pontos de vista.

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E não impomos regras, porque as nossas verdades são só nossas. O outro tem as suas próprias verdades.

E no diálogo, nas boas discussões aprendemos. Aprendemos principalmente sobre nós. O que estava cá dentro bem arrumado desarruma-se. Muitas vezes conseguimos perceber que afinal a organização não era a ideal. E voltamos a arrumar as ideias, abrimos novas gavetas. E isso é tão bom e faz tão bem!

 Amigo não cobra e não julga. Tenta perceber os motivos. Porque sabe que naquele coração o seu lugar é tão especial que está seguro. Sem julgamentos, sem cobranças.

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 Se temos um amigo verdadeiro, daquele perante quem aparecemos de alma despida, perante quem podemos tirar as nossas capas protectoras, aquele com quem os momentos em silêncio não incomodam, saboreiam-se… Aquele amigo que nos sabe ler cá dentro só com um olhar!

 Se temos  um amigo assim, temos o sol no coração, sempre pleno de luz e calor!

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A minha filha é pré-adolescente! Socorro!

A minha filha cresceu. Tem 12 anos. Estou feliz e preocupada. A minha bebé já não é bebé. Já não é criança. Ainda não é adolescente. Está naquela estranha transição. Muito crescida para algumas coisas, ainda muito pequena para outras tantas. Meio perdida. Ela e eu!

A minha missão como mãe é que a minha filha cresça saudável, física e psicologicamente. E este equilíbrio permanente que sou obrigada a ter, para que corra tudo conforme o plano, é desgastante. Mas compensador! É a mais aventureira de todas as viagens, esta de ajudá-la a crescer!

E nesta fase em que tentamos ambas encontrar o caminho certo, para facilitar, a minha filha começa a distanciar-se de mim! No que quer, deliberadamente. Para que eu perceba que as coisas estão a mudar. Fecha-se no quarto “porque sente-se melhor assim”. Nunca quer vestir um conjunto de roupa que tenha sido eu a escolher. Não quer miminhos a toda a hora. E eu compreendo, claro! Lembro-me tão bem dos meus 12 anos!

Mas se acorda a meio da noite chama-me para ir com ela à casa de banho. E quando se deita para dormir quer muitos beijinhos e abraços. E ainda sou uma das suas confidentes (“mamã, eu gosto de te contar tudo”), até hoje!

E vamos indo assim, ajustando-nos a esta nova fase, a esta passagem que também é divertida. Porque para a minha filha tudo é motivo de riso. E eu gosto imenso de me rir! E as gargalhadas que partilhamos não têm preço, os cúmplices ataques de riso que temos provam que o laço está forte. Que a minha filha pequenina está a ir embora, mas que esta jovem filha que começo a conhecer é deslumbrante e descobri-la é desafiante e maravilhoso!

Sempre que a minha filha diz que me ama, ganho força para continuar. Sei que ser mãe é assim. Um coração que transborda amor e preocupações. Alegrias e dores. E nesta viagem com bilhete só de ida, que é ser mãe,  sei que o destino final será paradisíaco. Só poderia ser, a minha filha é a melhor do mundo! 😉

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Top 5 dos truques para comer a sopa

Quando em bebé a minha filha começou a comer sopa, adorava! E eu, feliz da vida! Sempre a ouvir como era difícil para os bebés gostarem de sopa e a minha, gostava! Que sorte!

Assim foi durante os primeiros anos… Por volta dos 5 anos, já não gostava de sopa. Só comia porque era obrigada. Mas eu não gostava de a obrigar, que triste é sentar à mesa e haver alguém que nos obriga a comer algo que não gostamos! Não queria esse papel para mim: a obrigadora oficial das sopas!

Então, ao longo dos tempos, fui testando alguns truques para que a sopa fosse recebida na mesa sem uma cara de tristeza.

Os que tiveram mais resultado, alguns usados até hoje, aqui ficam, no meu Top 5 dos truques para comer a sopa:

  • A sopa inicia sempre a refeição. Por muito que não apeteça, quando a barriguinha pede comer, até umas colheres de sopinha entram!
  • Reduzo sempre a puré os legumes que ela menos gosta, mas deixo pedacinhos dos que mais lhe agradam. Por exemplo, passo os espinafres, mas deixo pedacinhos de cenoura. Tenho sempre isso em atenção!
  • Quando ela era mais pequena, eu tirava uma colher do segundo prato e juntava à sopa. Um pouco de bife, uma colher de empadão, um pouco de filete. Sempre que eram pratos do seu agrado, resultava muito bem e comia a sopa toda!
  • Este é um truque conhecido, mas com a minha filha funcionava, na maior parte das vezes! Pedir-lhe para calcular quantas colheres de sopa estão no prato! Achas que são tantas? Eu acho que não! Vamos lá confirmar! E enquanto se confirma, lá vai a sopa!
  • Este é o mais recente, mas funcionou tão bem, que já está no meu top 5! Sirvo a sopa numa caneca! Sim, numa caneca de leite, das maiores. A minha filha come com a colher os legumes aos pedaços enquanto vai bebendo o caldo! Infalível!

Porque a sopa é tão importante na nossa alimentação, vale a pena usar estes truques! Não custa tentar! 🙂 Mesmo quando são mais crescidos… 😉

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Um sorriso, por favor!

Não peço a ninguém para ser simpático comigo. Falo das pessoas que estão no atendimento ao público. Mas agradeço a boa educação. Bom dia, boa tarde, cai sempre bem!

Compreendo que nem todos os dias acordamos com boa disposição. Nem sempre a vida nos sorri. Mas quando o trabalho exige que tenhamos que comunicar com outros seres humanos, não custa nada demonstrar um pouco de respeito pelo outro.

Já nem peço um sorriso. Mas cordialidade. Aquela educação que nos é exigida por vivermos em sociedade. Bom dia, boa tarde, por favor, obrigado. O básico que aprendemos desde crianças.

E por falar em crianças… Tive que me deslocar com a minha filha a uma consulta de urgência no hospital, uma destas madrugadas. Nada de muito grave, vómitos que não paravam, consequência de uma virose.

Quando entrámos no consultório, dissemos boa noite. A resposta que conseguimos foi o Sr. Dr. continuar a olhar para o monitor que tinha à sua frente. Perguntou o que tinha que perguntar sobre o motivo de ali estarmos. Examinou a minha filha. Voltou a sentar-se e a escrever no computador. Receitas em cima da mesa, e nem uma palavra. Perguntei eu:

– Dr., é uma virose?

A resposta foi positiva. Indicou os procedimentos que deveria ter.

Antes de sairmos do consultório, cordialmente, dissemos boa noite.

Um aceno com a cabeça foi a resposta. Nada de boa noite, as melhoras. Para quê? O serviço dele foi cumprido. Sim! E estou muito grata porque a medicação tratou eficazmente a minha filha. Mas, e a parte humana? Será que estou a ser muito exigente? E as regras básicas de educação? Estão a perder-se?

Felizmente ainda encontro pessoas que me atendem com simpatia, mas constato que já são poucas. E quando isso acontece, chego a agradecer-lhes porque um sorriso é tão fácil de dar, tão bom de receber e pode fazer toda a diferença no nosso dia!

 

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